segunda-feira, 14 de março de 2011

Resolution that approves the dispatch of a support team to Japan

COUNCIL OF MINISTERS

This Saturday, March 12, 2011, the Council of Ministers met for an extraordinary meeting at the Council of Ministers’ meeting room in the Government Palace, Díli, and approved:

1. Resolution that approves the dispatch of a support team to Japan

As a consequence of the violent earthquake and consequent tsunami, that affected Japan, and caused a great devastation and a high number of deaths, the Council of Ministers, in an act of solidarity and fraternity (fundamental principles recorded in the Timor-Leste Constitution) decided to approve the dispatch of a team of one hundred persons to help in the debris removal.

Within this week, the Secretary of State for Professional Training and Employment will go to Japan to prepare the arrival of the Timorese that will help Japan during one month, a period that can be extended according to the Japanese necessities. Bendito Freitas will lead this support team, composed of elements of the Falintil-Timor-Leste Defence Forces, Timor-Leste Police Force, Red Cross, youngsters, a small medical team and translators.

The Timor-Leste Prime Minister, having arrived this Saturday from a three week visit abroad, immediately called this Council of Ministers extraordinary meeting, to which he asked for the presence of the Japan Ambassador in Timor-Leste. Kay Rala Xanana Gusmão personally presented his condolences to Iwao Kitahara and informed the Japanese Ambassador about the Timorese Government’s intention to prepare the quick dispatch of a support team and to know the country’s most urgent necessities, at this time. Through this personal consultation with Iwao Kitahara, the Council of Ministers’ purpose was to coordinate, in the best way possible, this first mission of a Timor-Leste team giving support to a country that has suffered a natural disaster.

* IV CONSTITUTIONAL GOVERNMENT
SECRETARIAT OF STATE OF THE COUNCIL OF MINISTERS
PRESS RELEASE: Council of Ministers extraordinary meeting of March 12, 2011

Resolução que aprova o envio de uma equipa de apoio ao Japão

CONSELHO DE MINISTROS

O Conselho de Ministros reuniu-se extraordinariamente este Sábado, dia 12 de Março de 2011, na Sala de Reuniões do Conselho de Ministros, no Palácio do Governo, em Díli, e aprovou:

1. Resolução que aprova o envio de uma equipa de apoio ao Japão

Em consequência do violento terramoto seguido de tsunami que atingiu o Japão, e que provocou grande devastação e um elevado número de mortos, o Conselho de Ministros, em acto de solidariedade e fraternidade (princípios fundamentais consignados na Constituição de Timor-Leste) decidiu aprovar o envio de uma equipa de cem pessoas para ajudar a remover os escombros.

Ainda esta semana, o Secretário de Estado da Formação Profissional e Emprego deslocar-se-á ao Japão para preparar a chegada dos Timorenses, que irão prestar ajuda no Japão, durante um mês, período que poderá ser estendido, de acordo com as necessidades. Bendito Freitas lidera esta equipa de apoio, que é composta por elementos das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste, Polícia Nacional de Timor-Leste, Bombeiros, Cruz Vermelha, jovens, uma pequena equipa médica, e tradutores.

O Primeiro-Ministro de Timor-Leste, chegado este Sábado de visita oficial de três semanas ao exterior, convocou imediatamente esta reunião extraordinária de Conselho de Ministros, para a qual solicitou a presença do Embaixador do Japão em Timor-Leste. Kay Rala Xanana Gusmão apresentou pessoalmente as suas condolências a Iwao Kitahara, e informou o Embaixador Japonês sobre a intenção do Governo Timorense para preparar o rápido envio da equipa de apoio e saber das mais urgentes necessidades do país, nesta altura. O objectivo do Conselho de Ministros, com esta consulta pessoal a Iwao Kitahara, foi coordenar, da melhor forma esta primeira missão de uma equipa de Timor-Leste para prestar apoio a um país que tenha sofrido um desastre natural.

* IV GOVERNO CONSTITUCIONAL
SECRETARIA DE ESTADO DO CONSELHO DE MINISTROS
COMUNICADO DE IMPRENSA: Reunião extraordinária do Conselho de Ministros de 12 de Março de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Apresentação da Proposta de Lei do Orçamento Geral do Estado para 2011

PARLAMENTO NACIONAL

12 DE JANEIRO DE 2011

Sua Excelência Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Excelências, Representantes da Sociedade Civil e da Imprensa
Distintos Deputados
Colegas do Governo
Senhoras e Senhores,

Nunca é demais, nesta oportunidade, desejar aos titulares dos Órgãos de Soberania do País, aos distintos Representantes do Povo nesta Magna Casa e a todo o Povo, os sinceros votos do meu Governo para que, no ano 2011, todos disseminemos os valores da moral política e encorajemos os padrões da ética profissional, e para que todos aprofundemos a confiança do Povo no futuro, consolidando assim a harmonia social, pela estabilização da tolerância democrática.

Não é demais também recordar que percorremos já e apenas uma década, neste processo de transição à recuperação da soberania, iniciado praticamente em 2000, com a UNTAET. Dois anos depois, em Dezembro de 2002, começámos com pequenas escaramuças, em Díli, havendo até incêndio de umas casas. Em Fevereiro de 2004, em Lospalos, as nossas Forças saíram à rua, disparando tiros, prendendo polícias e assustando a população. Em Abril de 2005, houve 19 dias de manifestações em Díli, que se não causou maiores prejuízos, provocou um sentimento geral de ansiedade e frustração.

Em Março de 2006, em Baucau, começou o levantamento de militares, com adesão a de outras unidades, facto que provocou incomensuráveis danos ao Estado. Em Fevereiro de 2008, o malogrado atentado a titulares de 2 Órgãos de Soberania, tendo causado enormes repercussões políticas, a nível nacional e internacional.

Parecia que Timor-Leste e o seu Povo estavam condenados a um anel de fogo e de violência, violência que se repetia de dois em dois anos.

Foi, neste sentido, que, em 2009, no décimo aniversário do Referendo, o meu Governo lançou a mensagem a todo o Povo: Adeus Conflito, Bem-vindo Desenvolvimento! Em 31 de Dezembro, fechámos o 2010, num ambiente de festa, porque durante todo o ano, pudemos notar que, à noite, as nossas crianças saem às ruas e as mães levam os bebés ao colo para desfrutar a alegria colectiva de que estamos a caminhar verdadeiramente para uma sociedade solidária e amiga e, sobretudo, uma sociedade tolerante e, por natureza, pacífica.

Quero, ainda e em nome do meu Governo, expressar também os profundos sentimentos de gratidão aos Órgãos de Soberania do Estado, aos partidos políticos, à Igreja e todas as confissões religiosas, à Comunidade Internacional, à ONU e à ISF, à Sociedade Civil e à Juventude e, com mais razão, a todo o Povo de Timor-Leste, pelos esforços feitos, por cada um e por todos, para garantir a estabilidade política no País.

Que o 2011 seja o Ano de Reforço da Paz e da Estabilidade, para que a década que começa até 2020, venha a conhecer, de facto, o caminho do progresso social e político e o desenvolvimento económico, de que Timor-Leste precisa e merece, depois da difícil luta de 24 anos pela independência e depois dos 10 primeiros anos de construção das fundações do nosso jovem Estado.

Excelências
Senhoras e Senhores,

Já que estamos a recordar os dez primeiros anos, para chegarmos até aqui, queria lembrar também a todo o Povo e aos distintos deputados, em particular, que o ano 2011 será, apenas, a continuação de um esforço de 3 anos e meio para cumprir com o programa do IV Governo Constitucional.

As ideias laminares que cobriam o nosso Programa de 5 anos, apresentado aqui no Parlamento Nacional, em inícios de Setembro de 2007, eram:

- a necessidade de o Povo recuperar a sua confiança nas instituições do Estado. E acreditamos firmemente que conseguimos fazer isso mesmo, incutir essa consciência, esse espírito. Se uma das causas da crise de 2006 foi o desmoronamento da disciplina e da ética profissional nas nossas Forças de Defesa e Segurança, hoje, apesar de ainda haver muito trabalho a fazer, nas duas instituições, não podemos deixar de valorizar o esforço contínuo e empenhado do Comando, tanto das F-FDTL como da PNTL, na correcção e melhoria dos nossos militares e policiais. Este facto, sem dúvida alguma, contribuiu muito também para o ambiente de confiança e estabilidade que hoje desfrutamos.

- a criação de condições para uma dinâmica de crescimento progressivo, capaz de combater o desemprego. E provámos isso mesmo, uma nova dinâmica de participação e, embora mais acentuadamente em Díli, ninguém, com olhos de ver, pode negar que se nota uma azáfama de actividades económicas e só assim se pode ir criando empregos. No interior do País, também conseguiu-se estabelecer mecanismos descentralizados de operatividade do sector privado e de criação de emprego local.

- a necessidade de um devido apoio, isto é, um apoio consequente e determinado ao sector privado nacional, para a sua gradual capacitação pelos critérios da competência, honestidade profissional, capacidade técnica na sua relação com o valor dos projectos. Como resultado de uma definição mais clara da parceria entre o Governo e o sector privado, neste período crucial de construção do País, é que se iniciou este processo e, acreditamos, fizemos o que pudemos nesta área.

- o princípio fundamental de boa governação exigiu-nos um processo também gradual de reforma para a modernização da Administração Pública. Esforços foram feitos para o estabelecimento de um sistema de base, com resultados a médio prazo, pela criação da Comissão da Função Pública. O objectivo, a curto prazo, é de reabilitar a imagem e o papel do serviço público. Com os servidores do Estado, continuamos comprometidos a melhorar o seu profissionalismo e incutir, como padrão de ética, a honestidade, a disciplina e o espírito de equipa.

- neste sentido também, é que se deu importância à necessidade e valorização dos recursos humanos. Foram tomadas já algumas iniciativas, mas esta questão é uma questão que, a médio e longo prazo, deve continuar a merecer a melhor política e sua melhor aplicação. O nosso País tem que ter técnicos de alta qualidade e especialistas, nas diversas áreas, para evitar que continuemos a depender da subserviência ao alto salário, como acontece a muitos (timorenses ou estrangeiros) obedecendo às organizações que lhes pagam, invertendo o espírito de servir o Povo e o País.

- na área de políticas sociais, iniciou-se um processo de pagamento aos veteranos, aos idosos e inválidos. Também nesta área, deu-se assistência ao tratamento no exterior a casos que não podiam ser tratados aqui no País. O meu Governo continua a estudar um Sistema de Segurança Social, que possa ser aplicado às condições actuais e futuras de Timor-Leste e que possa ser sustentável, dado que teremos, a curto prazo, milhares de funcionários e servidores do Estado que deverão passar à reforma.

Por isso, e como apresentei aqui no Parlamento Nacional, em Setembro de 2007, o meu Governo rejeita a filosofia de ‘um país pobre e um povo na miséria, orgulhosos de possuir muito dinheiro, nos bancos de países ricos’. E, todos sabem, a maior parte do dinheiro do Fundo Petrolífero está no ‘US Treasury Bonds’ e acredito que todos acompanham a recessão económica mundial e percebem também a grande fragilidade da economia americana, que nos sugere que, em valor real, a nossa riqueza, em dólar americano, está abaixo do valor nominal que se supõe.

Neste sentido é que, desde Setembro de 2007, o meu Governo declarou neste Parlamento que ‘pretende usar a riqueza dos recursos naturais e minerais, de forma controlada e eficiente’. Em Setembro de 2007, a previsão do valor total do Fundo do Petróleo era de:

- para 2007........................ 1.940 milhões de dólares americanos
- para 2008 ....................... 2.906 milhões de dólares americanos
- para 2011 ....................... 5.550 milhões de dólares americanos

Em 31 de Dezembro de 2010, o balanço do Fundo do Petróleo está em 6.900 milhões de dólares americanos, 1.400 mil milhões acima da previsão feita em Setembro de 2007 para o final do ano de 2011. Em 2002, com o apoio do Fundo Monetário Internacional, a previsão do valor total do Fundo do Petróleo para 2021, ano previsto para o encerramento do Bayu Undan, era entre 1.8 a 3.2 mil milhões de dólares americanos. Quis colocar tudo isto, hoje, para que não percamos energias a falar de Fundo do Petróleo, como se o meu Governo não conhece o assunto, como se o meu Governo não percebe o que é ‘virus norueguês’ e o que é ‘doença holandesa’.

Relativamente às receitas petrolíferas, estas dispararam em 2010. Timor-Leste registou um aumento de 38% em relação aos níveis de 2009, com as receitas petrolíferas a atingirem o valor recorde de 2,172 mil milhões de dólares.

Prevê-se que as Receitas Petrolíferas continuem elevadas em 2011 e 2012, devido sobretudo à demanda das economias emergentes e aos prejuízos causados pelas alterações climáticas que estão a afectar todo o mundo. Assim, as receitas petrolíferas estimadas para 2011 e 2012 são respetivamente 2,2 mil milhões de dólares e 2,4 mil milhões de dólares.

O Rendimento Sustentável Estimado (RSE) está calculado em 734 milhões em 2011, o que significa um aumento de 232 milhões em relação ao ano de 2010. Este aumento deve-se sobretudo a uma alteração na metodologia de cálculo do RSE, ou seja, anteriormente para os cálculos do RSE fez-se a previsão da WTI (West Texas Intermediate) usando a estimativa de cenário baixo de preços do petróleo da Administração de Informações sobre Energia (EIA) fornecida no seu relatório anual, o que estava a ser considerado excessivamente prudente.

Para o cálculo do RSE para 2011 foi usada a média das estimativas baixa e de referência da EIA como preço petrolífero da WTI de referência para o cálculo do RSE. A média dos dois cenários da EIA está bem dentro do intervalo de confiança de 68 por cento em torno dos preços de futuros médios, e significativamente abaixo da média dos preços de futuros. O nosso Auditor Independente do Fundo Petrolífero certificou estes cálculos e confirmou que estão a ser feitos de acordo com os requisitos da Lei do Fundo Petrolífero.

A previsão do preço do petróleo segundo a WTI é de 68 dólares por barril em 2011 e 71 dólares em 2012, aumentando para 110 dólares por barril em 2024. Esta revisão na metodologia vem atestar a competência do Ministério das Finanças, que após 5 anos da existência do RSE fez uma revisão crítica a todo o processo e concluiu que previsões excessivamente prudentes podem pôr em causa a credibilidade dos cálculos do RSE.

Qualquer opinião, defensora deste método de previsões, isto é, de estimativa excessivamente prudente, padece do vírus norueguês, esquecendo que a própria Noruega levou muitas dezenas de anos para adoptar isso... já depois da Noruega se tornar económica e socialmente desenvolvido, sem se preocupar com bolsas de mãe, com idosos e veteranos, professores e parteiras que ainda são poucos, com a malária e a tuberculose, com a falta de mesas e bancos nas escolas, com a água e saneamento, com a electricidade, com a agricultura de subsistência, com o sector privado em embrião, entre tantos outros desafios que Timor- Leste enfrenta e tem que resolver.

Não deixando de continuar a ser um cálculo prudente, o RSE é agora mais apropriado às reais circunstâncias, não arriscando as receitas futuras do Fundo. É política deste Governo que estes fundos sejam utilizados agora e no futuro, investindo com vigor na nossa Nação e no nosso Povo.

É política deste Governo servir os melhores interesses do nosso Povo e não “baixar os braços” perante novos desafios, mesmo que impliquem muitas horas de estudo e reflexão. Tivemos por isso a coragem, depois de muito ponderar, de ao longo destes três anos que passaram, ter vindo a desenvolver gradualmente uma estratégia de investimento do Fundo Petrolífero com mais vantagens para Timor-Leste.

Pretendemos diversificar a carteira de investimentos numa gama de classe de activos, regiões e moedas, de forma a reduzir riscos e a aumentar os retornos esperados.

Desde 2009 a carteira de investimento contém uma gama de títulos de governos estrangeiros e títulos emitidos por Organizações Supranacionais, sendo que em Outubro de 2010 o Fundo começou a investir nos mercados globais de acções – tudo isto, como é óbvio, cumprindo em rigor a letra da Lei do Fundo Petrolífero.

Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Distintos Deputados
Senhoras e Senhores,

Por tudo o que foi dito é que podemos constatar que o Orçamento Geral do Estado para 2011 situa-se entre os resultados positivos já atingidos até à data e aquilo que é ainda exequível implementar para terminar de cumprir rigorosamente o que foi comprometido no Programa do IV Governo.

As políticas de reforma, implementadas por este Governo já deram origem a resultados económicos e sociais notáveis em 2010, reconhecidos a nível internacional, ultrapassando-se assim com sucesso as crises cíclicas que se vinham a registar desde 2002. Timor-Leste é presentemente uma Nação cada vez mais estável e que progressivamente se afirma no combate empenhado à pobreza. Cerca de 96.000 pessoas saíram de uma situação de pobreza extrema, fruto dos 1,4 mil milhões de dólares de despesa pública investidos que resultaram numa diminuição de 9% na pobreza. Assim, a tendência de subida que se vinha a registar em 2007, quando a pobreza tinha atingido o seu máximo de 50%, foi finalmente invertida.

Também o desemprego, uma maleita não só em Timor-Leste mas também em muitas sociedades desenvolvidas dos dias de hoje, foi reduzido, com as estatísticas mais recentes a mostrarem que uma média de 95% dos homens entre os 30 e os 49 anos e aproximadamente duas em cada cinco mulheres entre os 15 e os 49 anos estavam classificados como actualmente empregados.

E se em 2007, 85% de todos os timorenses estavam empregados no sector da agricultura, actualmente já apenas 67% dos homens empregados e 61% das mulheres empregadas trabalham na agricultura, sendo que o sector das vendas e dos serviços emprega 22% das mulheres e 14% dos homens, o que demonstra uma progressiva diversificação e modernização da economia timorense.

Os Indicadores de Desenvolvimento do Milénio foram atingidos no que diz respeito às taxas de mortalidade infantil e de crianças abaixo dos cinco anos. Os indicadores de saúde estão a melhorar rapidamente, sendo que 78% das crianças são actualmente tratadas relativamente a doenças básicas e 86% das mães recebem cuidados pré-natais, um aumento de 41%.

É ainda com orgulho, e com ainda maior alento para o futuro, que vemos Timor-Leste comparado contra os índices globais, com um crescimento económico em 2009 de 13% - este foi não só o crescimento mais elevado da região, como também um dos dez mais elevados em todo o mundo durante os anos de 2008 e 2009.

As reformas ao nível da Gestão das Finanças Públicas têm sido fundamentais para este crescimento. Como por exemplo, as reformas ao sistema tributário que fizeram subir a classificação global de 75.º para 19.º, tendo o Doing Business global subido 7 posições. Se, por um lado, são ainda pequenos sucessos, por outro, isto só significa que estamos a realizar algum progresso.

Por outro lado, o Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas de 2010 mostra que Timor-Leste subiu 11 posições desde 2005, com Timor-Leste a situar-se actualmente na categoria de desenvolvimento humano médio, e o recente Índice de Percepções de Corrupção de 2010, da Transparência Internacional, mostra também uma subida de 19 posições ao longo dos últimos 12 meses.

Timor-Leste foi o terceiro país em todo o mundo a conseguir o estatuto de cumprimento pleno com a Iniciativa de Transparência das Indústrias Extractivas. O Instituto Revenue Watch e a Transparência Internacional classificaram Timor-Leste em 2010 como estando no grupo dos países com maior transparência ao nível das receitas.

Não podemos, portanto, iniciar este ano de 2011, sem nos sentirmos encorajados. O meu Governo sente a vontade renovada de contribuir para ainda mais e melhores progressos para a nossa Nação.

Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Distintos Deputados,

A política orçamental para 2011 foi portanto concebida para consolidar os passos já dados, nos recentes anos anteriores, de crescimento e desenvolvimento económico. Para este objectivo, podemos contar com o compromisso de uma cada vez maior eficiência da nossa Função Pública, que é agora capaz de gerir uma máquina administrativo-financeira mais robusta, assim como com as melhorias de desempenho do Sistema de Gestão de Finanças Públicas que permitiram, mais uma vez, taxas de execução orçamental, relativamente a 2010, muito satisfatórias.

Assim, a 31 de Dezembro de 2010, registámos que a despesa total em dinheiro efectuada pelo Governo foi de $687.78 milhões de dólares, o que representa uma taxa de execução de 82.1%.

Importa aqui ressalvar o seguinte:

1. Esta taxa de execução orçamental vai ser ainda superior, porque de acordo com os standards internacionais praticados, o fecho das contas é apenas totalmente contabilizado passado dois meses do final do ano financeiro em causa.

2. O Governo já não inclui os compromissos, ou “commitments”, nos relatórios de execução financeira. A título de esclarecimento, devo informar que há diferença entre obrigações (“obligations”) e compromissos (“commitments”).

3. Todos os fundos que não foram utilizados voltam para os cofres do Estado no final do ano, de forma transparente.

4. A despesa é monitorizada diariamente através do sistema de FreeBalance, face à despesa aprovada em Parlamento Nacional, garantindo assim

maior transparência e ajuste em tempo real às contingências registadas no País, com maior eficiência dos gastos públicos.

5. Finalmente, é importante sublinhar que foi executado 73,8% de capital de desenvolvimento, um resultado notável já que este ano enfrentámos alguns constrangimentos institucionais que condicionaram os processos de aprovisionamento e, também, uma época de chuvas bastante prolongada e, digo mesmo, atípica.

Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Excelências,

O total das despesas do Estado de Timor-Leste para 2011 está estimado em $985 milhões de dólares, estando as receitas totais não petrolíferas estimadas em $110 milhões. O défice fiscal não petrolífero é assim de $875 milhões, dos quais $734 milhões serão financiados a partir do Fundo Petrolífero e $141 milhões do Fundo Consolidado de Timor-Leste.

Senhoras e senhores, a principal mensagem deste orçamento não será totalmente diferente das mensagens dos orçamentos anteriores: O investimento na área das infra-estruturas e o desenvolvimento de capital humano é cada vez mais crucial para Timor-Leste, se queremos diversificar a economia e transformar uma economia que é fundamentalmente baseada no petróleo numa economia não-petrolífera! Este não é um dado novo e sabemos que todas as economias (e economistas) do mundo partilham esta mesma visão. O desafio consiste precisamente na forma de implementar este objectivo.

Deixemos os países ricos do ‘G20’ ou ‘G8’ fazerem os seus reequilíbrios necessários, para a recuperação gradual das suas economias, mas, enquanto isso, nós os timorenses, concentremos as nossas atenções neste processo complexo dos dez anos de construção do Estado e da Nação. Porque se não, caímos na desfaçatez de compararmos os PIB, as Inflações e as Balanças Correntes com países como Singapura e Austrália, para não falarmos da própria Indonésia, com 250 milhões de habitantes e uma China de mais de 1 bilião de habitantes.

O meu Governo orienta-se fundamentalmente pelo princípio de não perder, em nenhum momento, a realidade do País, as condições de desenvolvimento das instituições do Estado e a capacidade do seu capital humano. O meu Governo também se orienta pelo princípio de não aceitar tudo o que vem de fora, sem passar pelo crivo de ajustamento à realidade timorense.

É neste sentido que o Governo, tomando em conta a realidade e as dificuldades específicas a Timor-Leste, decidiu criar dois Fundos Especiais que irão assegurar uma melhor coordenação de projectos de investimento e desenvolvimento, assim como a sua realização gradual e plurianual e a sua monitorização.

Esta é a estratégia mais coerente e eficiente a ser aplicada no nosso País.

Optámos assim pela criação destes fundos especiais para uma maior gestão, organização e controlo técnico-financeiro, ao mesmo tempo que libertamos os Ministérios, departamentos e outros serviços competentes, das questões mais burocráticas, para que estes dediquem todos os seus esforços à prestação de serviços ao Povo, ao invés de perderem parte do seu tempo a preocuparem-se com a realização dos seus projectos físicos. Há uma premente necessidade de melhorar a sinergia de actividades, para que não aconteça com que mais que uma escola ou uma clínica estejam concluídas, mas não estão entregues por falta de água, só porque está na dependência de outro organismo.

Não se trata portanto de uma centralização de financiamento mas antes da sua racionalização e eficiência, para garantir maior transparência quanto aos desenhos e custos unitários do material e eficácia na monitorização e processo de pagamento.

Assim, e do total orçamentado de $895 milhões de dólares para 2011, $317,306 milhões estão afectos ao Fundo das Infra-Estruturas e $25 milhões ao Fundo de Desenvolvimento de Capital Humano.

O Fundo das Infra-estruturas abrange projectos plurianuais e outros grandes projectos acima de um milhão de dólares.

O Fundo das Infra-estruturas irá ainda possibilitar a continuação do projecto da rede nacional de geração e transmissão de energia eléctrica, nas duas centrais de Hera e Betano. Alocámos apenas $166 milhões, embora sabendo que a quantia é inferior à que, na realidade, necessitaríamos para a aceleração do projecto. A redução do montante provém apenas da necessidade de atender às várias necessidades do País, nestes primeiros anos, de grandes desafios.

Este Fundo visa ainda continuar a investir em estradas, pontes edifícios públicos, escolas e hospitais, para além do investimento necessário em sistemas financeiros integrados, com mais de $7,7 milhões destinados ao desenvolvimento de hardware e software de aprovisionamento e monitorização financeira.

Ainda com o Fundo das Infra-estruturas vamos iniciar o desenvolvimento da Costa Sul, com grandes projectos a decorrer em Tasi Mane, que custarão, nesta primeira fase, mais de $30 milhões de dólares.

Estes grandes projectos de incontornável interesse nacional incluirão:

• O Pacote de Desenvolvimento do Suai: incluindo o Porto Multifunções ($2,5 milhões); a Base de Fornecimentos ($11,5 milhões); e a Reabilitação do Aeroporto ($6,5 milhões).

• O estudo, concepção e supervisão detalhada do local de desenvolvimento da costa sul em Beaço ($5,8 milhões).

• O desenvolvimento de infra-estruturas na costa sul para análise da rota do gasoduto ($3,5 milhões), assim como os estudos ambientais inerentes ($2,8 milhões).

• E a concepção e estudos sobre o desenvolvimento do Porto marítimo de Díli ($2 milhões). A ponte-cais de Díli já não pode mais responder eficazmente, em espaço e operacionalidade, às exigências do aumento constante do volume das transações comerciais.

Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Distintos Deputados,

Em Setembro de 2000, teve lugar em Nova Iorque a Assembleia do Milénio, onde Timor-Leste teve o privilégio de participar como observador, porque ainda não tinhamos recuperado a plena soberania. Ali, foram traçados os Objectivos do Milénio e, em 2015, Timor-Leste também terá que ir reportar o que fez e o que não fez, nestes quinze anos.

Em Setembro do ano findo, o nosso Presidente da República, Dr. José Ramos-Horta, anunciou na Assembleia-Geral das Nações Unidas, o compromisso de Timor- Leste na melhoria das condições de habitação da nossa população.

Foi assim concebido o programa MDG-Suco, através da provisão de habitações, energia solar, água e saneamento, para além de outras pequenas obras de desenvolvimento social. Este programa prevê ainda a construção de 5 casas em cada aldeia, o que significa que em 2011 vamos providenciar habitação decente a mais de 11 mil famílias, com o objetivo final de, até 2015, termos melhorado as condições de vida a mais de 55 mil famílias, nas áreas rurais.

Excelências
Senhoras e Senhores,

Sabemos que investir isoladamente nas infraestruturas sem investir paralelamente no capital humano, apenas nos levará a um “beco sem saída”. Se não quisermos depender indefinidamente dos assessores, técnicos ou mesmo empresas internacionais, temos que acelerar imediatamente a estratégia de desenvolvimento dos nossos recursos humanos.

Nesse sentido, o desenvolvimento de recursos humanos não pode ser adiado, mas também não pode ser feito “às pressas” para obter resultados a curto-prazo; não pode absorver todos os meios financeiros da Nação, que são necessários a outros sectores importantes, mas também não é exequível sem um investimento substancial. Quero lembrar que, se houvesse uma solução fácil para este dilema, não existiriam, muito provavelmente, sociedades subdesenvolvidas no século XXI!

Financiar projectos plurianuais de formação e capacitação técnica e profissional para os timorenses em sectores como a justiça, a saúde, a educação, a agricultura, os recursos naturais, o turismo, a gestão financeira e, claro, as infraestruturas, cumpre não só o objetivo de investir no nosso crescimento económico e maior competição no contexto de desenvolvimento regional, como significa também investir na soberania nacional.

Por isso, o Fundo de Desenvolvimento do Capital Humano, com cerca de $25 milhões de dólares alocados para 2011, irá ser sobretudo utilizado para a concretização de formação profissional e técnica e atribuição de bolsas de estudo, assim como outras acções de formação, com vista ao aumento de quadros técnicos nacionais qualificados. Esta iniciativa do Governo irá incluir em 2011, o investimento de:

• $7,7 milhões em Bolsas de Estudo no âmbito do Ministério da Educação.

• $2.4 milhões em formação técnica relativa ao Ensino Superior e Politécnico no Suai e Lospalos.

• $2,1 milhões para Bolsas de Estudo para formação na área de finanças públicas e formação informática.

• $2,5 milhões para Bolsas de Estudo para formação na área do sector petrolífero.

• $2,6 milhões para formação profissional no âmbito da SEFOFE.

• $2,4 milhões para formação em saúde e medicina.

• $1,9 milhões para formação profissional na área da justiça, nomeadamente para criminalistas, agentes de cadastro, auditores, magistrados, notários, advogados, tradutores e inspectores.

• $1 milhão para formação técnica em Administração Pública e atribuição de Bolsas de Estudo no âmbito do INAP.

• E, $548 mil dólares para formação de oficiais das F-FDTL e agentes da PNTL, no estrangeiro.

Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Distintos Deputados,

Até pode parecer que estamos a apresentar 3 orçamentos distintos, o que não é verdade, porque todas as aplicações dos dinheiros públicos, com a inclusão dos dinheiros dos Fundos, estão integradas neste Orçamento Geral do Estado para 2011. A diferença é apenas na modalidade de gestão desse dinheiro. Não alocámos nos Fundos o montante total de cada projecto, mas a parcela anual que compete a cada um, vindo aqui ao Parlamento Nacional, apresentar no Orçamento Geral do Estado as parcelas seguintes até à conclusão das obras. O processo de relatórios anuais e auditorias segue o estipulado no Capítulo VI da Lei do Orçamento e da Gestão Financeira.

Quando o meu Governo tomou posse, tivemos que arcar com o peso dos conhecidos ‘carry over’, que vinham mesmo de 2002/2003 e que montavam a 119 milhões de dólares. Iniciámos um processo de fechar as contas a 31 de Dezembro, o que conseguimos a 31 de Dezembro de 2009. Contudo, nesse processo de fechamento de contas, reparou-se que, sobretudo na área de projectos físicos, os condicionalismos de execução, que todos conhecemos existir no nosso País, não permitem uma implementação a bom ritmo e com qualidade no ano financeiro, para o qual alocamos as verbas. E o que viemos fazendo foi... reorçamentar todo o dinheiro não executado, reduzindo a nossa capacidade orçamental de propôr mais verbas em capital de desenvolvimento.

E estes fundos, tendo em conta, mais uma vez, os condicionalismos existentes no nosso País, de oito anos de vida... de Estado, ajudarão imensamente não só a responder às eventuais dificuldades por condições climáticas como a orientar a execução para a garantia de qualidade.

Para além da criação destes fundos especiais destinados à melhoria das infraestruturas básicas e ao desenvolvimento do capital humano, também catalisadores de investimento privado, as estimativas orçamentais para 2011 beneficiaram de outros critérios inovadores que orientaram melhor a previsão de despesas.

O Governo debate-se com o formato de apresentação do Orçamento que, diga-se a verdade, vem dos tempos da administração da UNTAET, onde o orçamento de uma missão da ONU não tem a complexidade que um Governo de um Estado independente obviamente tem, porque este, Governo, tem que responder às exigências socio-económicopolíticas que sempre advêm do seu estatuto de órgão de Estado independente.

O Governo procurou reformular o Orçamento em duas grandes divisões: as despesas recorrentes e as de desenvolvimento. Contudo, na fase de construção do Estado e da Nação, tanto umas como outras não podem merecer a metodologia da aritmética simples de números mais ou menos fixos. Mas é um bocado isso que costumamos ouvir, como padrões internacionais de orçamentação e que se são realmente cumpridos esses padrões, nos países desenvolvidos, não conseguem, afinal, evitar que alguns entrem em bancarrota, tendo que recorrer à China para lhes comprar as dívidas.

Para se evitar que as diversas instituições do Estado caiam na tendência, às vezes abusiva, de empolar os números, para cada ano seguinte, e para uma melhor disciplina orçamental, na feitura do OGE 2011, fixaram-se critérios pelos quais se aceitam os aumentos mas se restringem os exageros, diminuindo a possibilidade, verificada até agora, de transferências descontroladas (ou os ‘virements’) nos diversos serviços. Os critérios que regulavam os aumentos, nas despesas recorrentes, eram:

1.º - a taxa de inflação que, para o 2011, foi calculada em 4%.

2.º - um índice normal de aumento, de 1 a 10%, em relação ao orçamento anterior.

3.º - a atribuição de um aumento, entre 1 a 50%, caso um programa seja identificado como prioridade nacional.

Também ainda num contexto inovador e para a concretização e implementação dos novos programas mencionados, será criado, na dependência do Gabinete do Primeiro-Ministro, a Agência de Desenvolvimento Nacional (ADN), para avaliar, monitorizar e supervisionar projectos, nomeadamente os dos Fundos Especiais, e garantir um eficiente aprovisionamento e maior controlo de qualidade.

Sabemos que o Plano Estratégico de Desenvolvimento só poderá ser implementado, se for aprovado pelo Parlamento Nacional. Contudo, nenhum de nós pode evitar pensar no futuro, nenhum de nós pode deixar de pensar que já transpomos os dez anos de construção do nosso Estado e que vamos iniciar uma nova década e uma década decisiva para Timor-Leste. Com ou sem o Plano Estratégico de Desenvolvimento, em 2011, há políticas que devem merecer continuidade e, assim, posso dizer que, no fundo, a ADN poderia ser vista como a precursora da agência que irá mais tarde implementar o Plano de Desenvolvimento Estratégico, quando vier a ser aprovado.

Passo a resumir, senhoras e senhores, os principais programas para 2011, que o Governo tem a responsabilidade de garantir. No que respeita ao Capital Menor, este foi reduzido para $28,3 milhões. As principais despesas nesta categoria são as seguintes:

• Cerca de $12 milhões para a compra de dois barcos patrulha para a Segurança e Defesa do País, assim como ambulâncias, bancos móveis e meios de transporte para a monitorização do ensino escolar nas áreas rurais e para assistir o STAE na preparação das eleições locais e gerais.

• Cerca de $700 mil dólares para assistir a passagem da responsabilidade da UNPOL para a PNTL.

• E cerca de $1,1 milhões para equipamentos para as escolas técnico-profissionais e laboratórios do Ministério da Educação.

Dentro da política de capacitação do sector privado nacional, iniciámos em 2009, um programa inovador, denominado Pacote do Referendo, que visava a descentralização desse mesmo sector privado, quebrando assim a tendência de as companhias se estabelecerem todas em Díli, ganharem os concursos e sub-contratarem companhias locais, já imediatamente despojados de meios suficientes para o seu próprio desenvolvimento.

Em 2010, prosseguimos com o programa, denominado PDD, onde iniciámos entregar aos Administradores dos Distritos a responsabilidade de condução de todo o processo de concurso e fiscalização, embora esta última área continuasse a merecer a permanente atenção do Governo.

Assim, no que respeita ao Capital de Desenvolvimento, com um total de $405,9 milhões (dos quais $317,3 estão afectos ao Fundo das Infra-estruturas), o Governo continuará a melhorar a prestação de serviços ao Povo a nível local, sub-distrital e distrital, sobretudo relativamente aos programas que foram reconhecidos como um sucesso em 2010, tal como o Programa de Desenvolvimento Descentralizado (PDD). As principais medidas nesta categoria incluem:

• $65 milhões para os MDG’s Suco, para as habitações, água e saneamento.

• $15.5 milhões para o PDD a nível das aldeias, sucos e sub-distritos.

• $28.8 milhões para o PDD a nível distrital.

• $166 milhões para a continuação da construção da central eléctrica e linhas de transmissão.

• Mais de $30 milhões para o programa de desenvolvimento do Tasi Mane.

Gostaria de informar a todos que, de facto, recebemos os planos de desenvolvimento dos sucos, comummente denominados PDL. A verdade é que não houve tempo suficiente para que houvesse um maior estudo e planificação integrada de todas as propostas provenientes dos 425 sucos, já que se notou muita disparidade de objectivos concretos.

Em 2011, o Ministério da Administração Estatal, terá tempo suficiente para a elaboração de um plano integrado de acções, obedecendo no seu geral, às prioridades apresentadas por cada. Só assim, na elaboração dos Orçamentos Gerais do Estado, as populações poderão ver respondidos os seus anseios.

Excelências
Senhoras e Senhores,

Relativamente às despesas recorrentes, vamos também assistir a uma redução, comparando com 2010, das despesas de Transferências Públicas, perfazendo um total de $164,4 milhões. Estas são naturalmente orientadas para os grupos mais vulneráveis, com o duplo objectivo de melhorar as condições de vida dos timorenses que ao darem tudo pela sua Nação viram-se resgatados do seu próprio futuro, como é o caso dos mais idosos, inválidos e dos veteranos, mas também fazer com que estes sejam parte integrante do desenvolvimento da Nação Independente. Neste âmbito inclui-se:

• $7,5 milhões para a desmobilização das FALINTIL.

• $1.1 milhões para o Conselho de Veteranos.

• $800 mil para a transladação dos restos mortais das nossas vítimas.

• $58.8 milhões para pagamentos de pensões a Veteranos.

• $30.2 milhões para outros grupos vulneráveis.

Ainda na categoria das transferências, incluem-se iniciativas para continuar a prestar assistência a acções ou entidades que prosseguem o interesse público, nomeadamente:

• $3,4 milhões para a maior capitalização do IMFTL, no Ministério da Economia e Desenvolvimento.

• $3,5 milhões para operações e subsídios para a capacitação da administração local.

• $3 milhões para tratamento médico no estrangeiro, alocados no Ministério da Saúde.

• $1,5 milhões para o retorno dos estudantes de medicina em Cuba.

• $2.5 milhões para a capitalização da Companhia Nacional de Petróleo de Timor- Leste.

• $1 milhão para dar resposta a casos de desastres naturais.

• $11 milhões para a continuação do PDD.

O orçamento total para a categoria de Bens e Serviços é de $270 milhões, incluindo o Fundo de Desenvolvimento de Capital Humano que já descrevi. Assim as principais despesas nesta categoria serão:

• $32 milhões para serviços profissionais e assistência técnica na área jurídica, educação, gestão petrolífera e financeira, aprovisionamento, negócios estrangeiros, turismo, prevenção de conflitos e controlo de qualidade.

• $46 milhões para combustível, incluindo a EDTL.

• $1,2 milhões para apoiar as F-FDTL em termos de provisão de materiais operacionais.

• $3,4 milhões para o Pacote de Operacionalização das F-FDTL e para a manutenção dos barcos patrulha.

• $2 milhões para a redução da mortalidade materna e apoio a especialistas nos Hospitais de Baucau e Suai.

• $1,6 milhões para a provisão de manuais escolares e $1,5 milhões para as merendas escolares no Ministério da Educação.

Finalmente as principais decisões para 2011, na categoria de Salários e Vencimentos conduzem a um total de $115,9 milhões para esta categoria, incluindo:

• $65 mil dólares para o recrutamento de funcionários na PNTL e nas F-FDTL.

• $7 milhões para os salários dos profissionais de educação, reflectindo o novo regime de carreiras para professores.

• $9 milhões para subsídios de representação para todas as missões e representações diplomáticas no mundo, no âmbito do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

• O aumento do investimento em Salários e Vencimentos prende-se ainda com a passagem dos funcionários públicos temporários a permanentes, de acordo com a Reforma da Função Pública.

Finalmente, não posso deixar de mencionar um aumento substancial na verba do Fundo de Contingência, que mesmo assim não estou capaz de assegurar que seja suficiente.

No ano passado, assistimos a desastres naturais, de prejuízos incalculáveis, em todo o mundo. No nosso País, não conseguimos responder com eficiência aos estragos provocados pelas chuvas. A produção da 2ª época foi destruída pela chuva, a da 1ª época, que é essencialmente de produção de milho, praticamente não aconteceu.

Ninguém nos pode dar uma previsão do clima durante todo o 2011. Na nossa região, neste preciso início do ano, estamos a assistir a um aumento desproporcional de chuvas e de água em Queensland, enquanto começou também um incêndio devastador nas florestas próximas da cidade de Perth, há inundações na Tailândia, Malásia, Filipinas e Bangladesh, sem falar da Indonésia, com os seus terramotos e vulcões.

O Fundo de Contingência parece grande mas pode até ser inoperante por insuficiente, seja para um ano de chuvas e estragos como para um ano de seca. Só Deus sabe da quantia exacta de que necessitaremos.

Entretanto, o compromisso do Governo é de regular com rigor a utilização deste Fundo de Contingência, para atender devidamente às situações de extrema necessidade, provocadas pelas mudanças climáticas.

Excelência Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Distintos Deputados
Senhoras e Senhores
Povo de Timor-Leste,

Estamos no início de uma década que poderá ser, do ponto de vista económico, histórica para Timor-Leste. O sucesso da consolidação de Timor-Leste e a passagem para uma economia de rendimentos médio-altos, depende essencialmente dos seguintes factores:

Primeiro - continuar a manter a Estabilidade Nacional e para tal confio absolutamente, não só no nosso Povo, como também nas nossas Forças de Defesa e Segurança, que se manterão unidas e motivadas para o bem da nossa Pátria.

Segundo – melhorar a prestação de serviços, sobretudo aos nossos sectores da sociedade mais desfavorecidos, agilizando a nossa assistência social e melhorando os nossos sistemas de levantamento e monitorização de beneficiários e procedimentos de pagamentos.

Terceiro – continuar as nossas reformas institucionais, desde a melhoria de sistemas e processos de administração e gestão financeira, até à melhor coordenação e comunicação entre serviços e gabinetes do Estado, garantindo a maior cooperação, transparência e boa governação das Instituições.

Quarto – continuar a promover uma maior educação cívica, esclarecendo a nossa sociedade, que é cada vez mais exigente, que aos direitos também estão associados deveres, e que as dinâmicas da construção de um Estado também dependem da mudança de mentalidades e da inovação de ideias.

Quinto – promover a capacitação do sector privado que se quer parceiro do Governo e que com o tempo irá assumir o papel, agora totalmente atribuído ao Estado, de motor da economia para o desenvolvimento sustentável.

Sexto – eficaz implementação da estratégia de desenvolvimento dos programas de infra-estruturas e desenvolvimento do capital humano, com vista à diversificação da economia, com criação de excedentes provenientes de outros setores produtivos e redução da dependência do nosso sector petrolífero.

Finalmente, senhoras e senhores, todos estes esforços serão em vão se não conseguirmos manter a harmonia e maturidade política, se não respeitarmos o valor do diálogo e o direito à diferença de opiniões que devem ser sempre construtivas.

Esta é uma responsabilidade que deve ser exercida aqui, nesta Magna Casa, entre os membros do Governo e os membros do Parlamento Nacional, entre os partidos da AMP e os partidos da oposição, entre a nova geração e a velha geração. Este é um exemplo que se pode e deve propagar a toda a sociedade timorense.

Se no período de 2000 a 2010 descobrimos o verdadeiro conceito de Independência e os seus desafios intrínsecos, esta nova década, de 2011 a 2020, marca um novo início para Timor-Leste, onde vamos trabalhar para a consolidação da estabilidade política e social e para o crescimento e desenvolvimento real a longo prazo. Podemos mesmo dizer, vamos trabalhar para dar origem ao “novo milagre económico da região”! Todos os indicadores económico-sociais recentes têm vindo a instigar esta “onda de mudança” para o nosso Povo e para a nossa Nação. Em vez de um Estado falhado, como muitos profetizaram para Timor-Leste, viemos, antes pelo contrário, a fazer parte da lista das 10 economias com mais rápido crescimento no mundo!

Claro que estes indicadores só fazem sentido se forem vividos no dia-a-dia dos timorenses, mas são prova irrefutável que os esforços que temos vindo a desenvolver dão frutos. E se os frutos levam tempo a serem colhidos, no caso de Timor-Leste, terra fértil de gentes sofridas, estes frutos podem e devem começar a ser colhidos o mais cedo possível. Por isso estão a ser criadas oportunidades para toda a população participar na construção da Nação. O Povo de Timor-Leste possibilitou, com a sua participação, os progressos registados no ano passado. Participação activa, positiva e com esperança! Não é tempo para pessimismos. É tempo de esperança e de mudança. Só acreditando, como já o fizemos há dez anos atrás, é que a Nação avança e cresce.

Tenho dito!

Kay Rala Xanana Gusmão
12 de Janeiro de 2011

sábado, 7 de agosto de 2010

“Concurso de escrita nas línguas de Timor-Leste”

ALOCUÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO
KAY RALA XANANA GUSMÃO POR OCASIÃO DO PRIMEIRO ENCONTRO
SOBRE AS LÍNGUAS DE TIMOR-LESTE

Ministério dos Negócios Estrangeiros, Díli

5 de Agosto de 2010

Sua Excelência o Reitor da UNTL, Professor Doutor Benjamim Corte-Real
Exma. Senhora Presidente da Comissão Nacional da UNESCO em Timor-Leste, Presidente da Comissão Nacional de Educação e Chefe da Comissão Organizadora do Encontro, Sra. Kirsty Sword Gusmão
Exmo. Senhor Secretário de Estado da Cultura, Dr. Virgílio Smith
Membros da Comissão Organizadora do Encontro
Ilustres Convidados
Distintos Participantes
Senhoras e Senhores,

É com grande prazer que participo neste Primeiro Encontro sobre as Línguas de Timor-Leste, tendo-me sido concedida a honra de encetar este tão útil debate de ideias em torno do papel social, cultural e educativo que as Línguas de Timor-Leste, incluindo o Tétum, assumem na dinâmica da construção e do reforço da identidade e unidade nacionais.

E é pois, com enorme satisfação pessoal, que vejo que foram altamente produtivas as sinergias entre as partes envolvidas na organização deste encontro, dando assim voz, a um debate há muito aguardado pela sua necessidade e actualidade.

A todos aqueles que participaram na organização deste evento, nomeadamente a Comissão Nacional da UNESCO em Timor-Leste, o Instituto Nacional Linguístico, o Centro Cultural Timor Lorosa’e Nippon e a Secretaria de Estado da Cultura, os meus mais sinceros parabéns!

Aproveito igualmente o ensejo para congratular Sua Excelência o Presidente da República, o Exmo. Senhor Ministro da Educação e a Exma. Senhora Embaixadora da Boa Vontade para a Educação pela criação e lançamento do original “Concurso de escrita nas línguas de Timor-Leste”, com o nobre propósito de promover a produção literária nas línguas nacionais valorizando-se, desta feita, a nossa diversidade etnolinguística. Apelo portanto, à participação activa das comunidades nesta pioneira iniciativa, dando assim, viva expressão à nossa herança cultural.

Senhoras e Senhores,

Timor-Leste é uma jovem Nação ainda em processo de construção, onde muito ainda está por fazer sobretudo nos ditos sectores chave. De tal modo, que os objectivos deste Encontro reflectem claramente os propósitos e os desafios da nossa nação em matéria de educação, sendo que estou seguro de que o debate de ideias e partilha de experiências que daí advenha, se constituirá num passo significativo no desenvolvimento do sistema educativo e cultural do nosso País.

Senhoras e Senhores,

Em Timor-Leste existem “Muitas Línguas, Um só povo!”

Em Tétum diz-se “Dalen Oi-Oin, Povu Ida Deit!”
Em Mambae diz-se “Gase ahe ahe, atu gal id!”
Em Kemak diz-se “Dale abe abe, atamasa sia!”
Em Fataluku diz-se “Luku-lukun ze zene, marlauana ukani!”
Em Baikenu diz-se “Lasi huma huma, tob mése!”
Em Makasae diz-se “Sobu bau-baun, anu unai!”

As cerca de, pelo menos, 16 línguas coexistentes em Timor-Leste traduzem claramente a enorme complexidade do ambiente linguístico que se vive no nosso País, constituindo-se, desde logo, como parte integrante e fundamental da nossa herança cultural.

Cada uma destas línguas nacionais corresponde às necessidades quotidianas de comunicação dos seus falantes, sendo através destas, que a realidade é primeiramente entendida, conceptualizada e descrita.

É precisamente à luz desta diversidade etnolinguística, e no sentido de promover uma educação mais inclusiva e acautelar a discriminação dos seus falantes, que a própria Constituição de Timor-Leste estabelece que as Línguas nacionais, incluindo o Tétum, sejam valorizadas e desenvolvidas pelo Estado, sendo, ao mesmo tempo, objecto de protecção internacional por parte de organizações como a UNESCO.

A língua é inegavelmente um dos alicerces fundamentais para o progresso de qualquer nação.

E o Tétum, enquanto a língua mais falada no território, tem-se constituído ao longo da nossa história como um dos mais importantes factores de coesão nacional, tendo gradualmente vindo a ser desenvolvida, de forma a suprir todas as necessidades formais e informais de comunicação.

Aproveito pois, a ocasião para enaltecer os mais diversos contributos dos linguistas nacionais e internacionais (alguns dos quais estão hoje aqui presentes), no desenvolvimento do tétum e na sua veiculação, a par do português, como língua de ensino por excelência.

A tónica hoje recai sobre a actual utilidade em promover um mais amplo conhecimento público em torno do papel das línguas de Timor-Leste, simultaneamente nas suas facetas social, cultural e educativa, dando assim azo, a que as mesmas venham a ser convenientemente utilizadas no processo de fortalecimento da unidade e coesão nacionais.

Se, por um lado, é imperativo a salvaguarda e valorização das línguas de Timor-Leste, enquanto traço singular do nosso património cultural, por outro lado, é também relevante apurar de que forma estas poderão vir a ser utilizadas no desenvolvimento intelectual das nossas crianças e dos nossos jovens... Em prol de uma educação ao alcance de todas as meninas e meninos timorenses!

Estes dois dias são de reflexão, de discussão e de debate de ideias, sendo com enorme orgulho que contemplo, aqui reunido em torno da diversidade linguística timorense, um tão eloquente painel de individualidades.

E estou certo, que os contributos dos Especialistas da linguística, da educação, da cultura, incluindo os representantes de diversos grupos linguísticos, aqui presentes, farão deste pioneiro encontro um verdadeiro êxito!

Muito obrigado!

Kay Rala Xanana Gusmão

5 de Agosto de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Timor-Leste Government dismisses Woodside’s Sunrise Floating LNG concept

The Secretary of State for the Council of Ministers and Official Spokesperson for the Government of Timor-Leste

Ágio Pereira

April 29, 2010 Díli, Timor-Leste

Timor-Leste Government dismisses Woodside’s Sunrise Floating LNG concept

While Woodside and its’ joint venture partners have announced their preferred development option for the Greater Sunrise gas field, a proposed Floating LNG, Timor- Leste confirms it will not accept or endorse this concept and it’s associated plan now or in the future.

The Floating LNG concept for Greater Sunrise is neither in the best interests of the people of Timor-Leste nor technically and commercially sensible.

The Secretary of State for the Council of Ministers, H.E. Ágio Pereira, today reiterated the Governments’ position “The Nation is firmly committed to building an onshore petroleum industry, inclusive of a pipeline to Timor-Leste from the Greater Sunrise field. Timor-Leste will not approve any development of Greater Sunrise that does not include a pipeline to Timor-Leste.”

The Government considers Woodside’s announcement a waste of valuable time, money and human capital; presenting a concept preference before appropriate consultation with the “resource-owners”.

Woodside was acutely aware of the Governments’ position before today’s announcement; but chose to proceed regardless. This is not only a source of great concern, but reflects an unacceptable level of arrogance. The approach has significantly compromised future relations with the Government of Timor-Leste.

Timor-Leste Secretary of State for Natural Resources, H.E. Alfredo Pires, said “For Timor- Leste, the progress of the Sunrise project is still in early stages and very far away from any subsequent approvals for a development plan. It should also be noted that Woodside and its’ joint venture partners have yet to comply with the technical pending issues requested by the regulator Autoridade Nacional do Petroleo (ANP), a public institution of Timor-Leste.’

‘Concurrently, many outstanding fiscal and regulatory framework issues, agreements, and commercial arrangements for processing the gas, including where to take the Timor-Leste entitlement of gas, are yet to be negotiated, agreed or approved.’

‘Timor-Leste will not approve or agree to any arrangements which do not include a gas pipeline and LNG plant built onshore in Timor-Leste. Woodside must acknowledge this, and not continue to mislead the public.”

“Our Government has conducted detailed feasibility studies that confirm technical and commercial viability of a pipeline to Timor-Leste. The findings have also been confirmed by leading international engineering companies. Knowing that it is a technically possible and commercially sound option, why should we accept any other concept?’

‘Timor-Leste and Australia have entered into treaties and agreements to develop the resources in the Timor Sea for the benefit of our two peoples. Not merely for commercial interest. Australia has been benefitting from the current Bayu Undan development in the Timor Sea, this time, the pipeline from Greater Sunrise must come to Timor-Leste. This is the only equitable solution that best fulfills the treaty obligations. In turn, it is also the only way the companies operating under this treaty regime can best fulfill their obligations.”

The Government of Timor-Leste will continue to plan and develop a shore-based oil and gas industry, which is considered a critical building block to grow its’ associated industries, the economy, and to lift the Timorese from poverty.

For More Information Please Contact: Francisco da Costa Monteiro +670 7357 240 Jose Aragao Azevedo + 670 7268 359 Ágio Pereira +670 723 0011 E-mail: agiopereira@cdm.gov.tl or govtlmedia@gmail.com Website: www.timor-leste.gov.tl

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O fim da Pobreza – Afastar Timor-Leste do Conflito a Caminho do Desenvolvimento

A Reunião de Conselho de Ministros desta Quarta-feira, dia 31 de Março de 2010, que decorreu na Sala de Reuniões do Conselho de Ministros, no Palácio do Governo, em Díli, começou com a apresentação, por parte do Professor académico Jeffrey Sachs, sobre “O fim da Pobreza – Afastar Timor-Leste do Conflito a Caminho do Desenvolvimento” (“The end of Poverty – Moving Timor-Leste away from Conflict towards Development”).

Este Professor norte-americano, da Universidade da Colombia, explicou ao Conselho de Ministros a sua visão de desenvolvimento, apresentando um plano de prioridades (a curto, médio e longo prazo) que considera serem importantes para colocar o País na via do progresso.

Nesta reunião, o Conselho de Ministros aprovou:

1. Política Nacional de Telecomunicações de Timor-Leste

Esta nova política das telecomunicações para Timor-Leste, aprovada com correcções, tem como grande objectivo ajudar ao desenvolvimento do País, na medida em que as telecomunicações são, actualmente, um dos um dos principais factores de dinamização de qualquer sociedade.

O uso de telefone e Internet em Timor-Leste tem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos e, não obstante os investimentos que têm sido feitos pelo operador de serviços, a qualidade não está à altura das necessidades, pelo que importa libaralizar o sector.

O objectivo-chave desta política é que toda a população tenha acesso ao telefone em 2013, ano em a internet de banda larga que deverá estar, também, ao alcance das capitais de distrito e áreas circunvizinhas.

O Conselho de Ministros analisou, ainda:

1. Proposta de Lei que Aprova o Sistema de Gestão Florestal

O agravamento do impacto da acção do Homem sobre os recursos naturais tem conduzido a uma crescente consciencialização dos problemas que ameaçam estes recursos, pelo que cresce a necessidade de aplicar práticas de gestão que garantam a sua sustentabilidade.

A administração e o uso das florestas e áreas florestais deve ser efectuado de uma forma e a um ritmo que mantenham a sua biodiversidade, produtividade, capacidade de regeneração, vitalidade e potencialidade para realizar no presente e no futuro, funções ecológicas, económicas e sociais relevantes aos níveis local, nacional e global, não interferindo negativamente com outros ecossistemas.

De realçar que a Floresta constitui um sector de relevo para a economia de Timor-Leste, quer no mundo rural quer no mundo urbano.

2. Plano Estratégico para o Sector da Justiça

O Plano Estratégico para o Sector da Justiça é uma iniciativa da Ministra da Justiça apoiada pelo Conselho de Coordenação para a Justiça e desenvolvida com o apoio do secretariado técnico criado para o efeito. Esta iniciativa baseia-se no reconhecimento de que é necessário reforçar a coordenação e alinhar a acção das principais instituições da justiça em torno de uma visão comum e de uma direcção estratégica para o sector a curto, médio e longo prazo.

Garantir os direitos, deveres, liberdades e garantias fundamentais previstas na Constituição e, em particular, o acesso de todos os cidadãos à justiça; servir os valores e a cultura de Timor-Leste; e obter a confiança do povo timorense. São estas as bases que se pretendem para o sistema de justiça que se está a construir para o País.

KOMUNIKADU BA EMPRENSA
Soru-mutu Konsellu Minustrus loron 31 fulan Marsu tinan 2010
Direcção Nacional de Disseminação de Informação Secretaria de Estado do Conselho de Ministros (+670) 33 10 608(+670) 75 42 886 dndigovtl.09@gmail.com Palácio do Governo Díli, Timor-Leste

Fin Ki’ak nian – Hasees Timor-Leste hosi Konflitu Loke dalan ba Dezenvolvimentu

Soru-mutu Konsellu Ministrus, Kuarta-feira, loron 31 fulan Marsu 2010, ne’ebé hala’o iha Sala Soru- mutu Konsellu Ministrus nian, iha Palásiu Governu, Díli, hahú ho aprezentasaun hosi Profesór akadémiku Feffrey Sachs, kona-ba “Fin Ki’ak nian – Hasees Timor-Leste hosi Konflitu Loke dalan ba Dezenvolvimentu” ("The end of Poverty – Moving Timor-Leste away from Conflict towards Development”). Profesór norte-amerikanu ida-ne’e, hosi Universidade Kolumbia, esplika ba Konsellu Ministrus ninia vizaun kona-ba dezenvolvimentu, aprezenta planu prioridade sira (kurtu, médiu no longu prazu) ne’ebé konsidera importante tebes atu hatu’ur País iha dalan progresu nian.

Iha soru-mutu ne’e, Konsellu Ministrus aprova tiha:

1. Polítika Nasionál ba Telekomunikasaun Timor-Leste

Polítika foun telekomunikasaun ba Timor-Leste ida-ne’e hetan aprovasaun ho koresaun sira, ho nia objetivu atu ajuda dezenvolvimentu País nian, katak telekomunikasaun,oras ne’e, hanesan fatór prinsipál ida ba dinamizasaun kualker sosiedade.

Uzu telefone no Internet nian iha Timor-Leste aumenta liu iha tinan sira ikus ne’e no, maske nune’e investimentu sira ne’ebé hala’o hosi operadór servisu nian, kualidade la tuir nesesidade, ho nune’e importa libaraliza setór ne’e.

Objetivu-xave hosi polítika ida-ne’e mak populasaun hotu iha asesu ba telefone iha 2013, tinan ne’ebé internet ho banda larga ne’ebé atu iha, mos, iha alkanse iha kapitál distritu sira no área sira ne’ebé besik.

Konsellu Ministrus analiza mos:

1. Proposta Lei mak Aprova Sistema Jestaun Florestál

Agravamentu impaktu asaun ema nian ba rekursu naturál sira kondús konsiensializasaun ba problema sira ne’ebé ameasa rekursu sira ne’e, nune’e mak iha nesesidade atu aplika prátika jestaun sira ne’ebé mak atu garante ninia sustentabilidade.

Administrasaun no uzu floresta sira no área florestál sira tenkesér efetuadu ho forma no ritmu ida- ne’ebé mak mantein nia biodiversidade, produtividade, kapasidade rejenerasaun nian, vitalidade no potensialidade atu realiza iha prezente no futuru, funsaun ekolójika sira, ekonómika no sosiál sira relevante ho nível sira lokál, nasionál no globál, la interfere negativamente ho ekosistema sira seluk. Atu realsa katak Floresta konstitui setór relevu ida ba ekonomia Timor-Leste, biar iha mundu rurál no mós iha mundu urbanu.

2. Planu Estratéjiku ba Setór Justisa

Planu Estratéjiku ba Setór Justisa hanesan inisiativa ida Ministra Justisa nian ho apoiu hosi Konsellu Kordenasaun ba Justisa no dezenvolve ho apoiu sekretariadu tékniku ne’ebé harii ba efeitu ida-ne’e. Inisiativa ida-ne’e bazeia ba rekoñesimentu ne’eb’e hatudu katak presiza duni atu reforsa kordenasaun no atu aliña asaun instituisaun prinsipál sira justisa nian ho visaun komún no ho diresaun estratéjika ida setór iha kurtu, médiu no longu prazu.

Garante direitu, devér, liberdade no garantia fundamentál sira-ne’eb’e hatu’ur iha Konstituisaun no, liu- liu, asesu sidadaun hothotu ba justisa; atu serve valór sira no kultura Timor-Leste nian; no atu hetan konfiansa hosi povu timorense. Sira-ne’e mak hanesan base sira ne’ebé pretende ba sistema justisa ne’ebé hala’o hela ba País.

KOMUNIKADU BA EMPRENSA
Soru-mutu Konsellu Minustrus loron 31 fulan Marsu tinan 2010
Direcção Nacional de Disseminação de Informação Secretaria de Estado do Conselho de Ministros (+670) 33 10 608(+670) 75 42 886 dndigovtl.09@gmail.com Palácio do Governo Díli, Timor-Leste

domingo, 21 de março de 2010

Web site Governu, Dekretu-Lei Rejime Jurídiku Estabelesimentu Ensinu Superiór, Karreira Espesiál Profisionál Saude

Iha loron 17 fulan Marsu tinan 2010 Konsellu Ministru hala’o soru-mutu iha loron Kuarta ne’e, loron 17 fulan Marsu tinan 2010, iha Sala Soru-mutu Konsellu Ministru nian, iha Palásiu Governu, iha Dili, no halo aprovasaun ba:

1. Aprezentasaun Portál Governu nian

Web site ida ne’e, kona-ba Governu Timor-Leste, sei hato’o informasaun ne’ebé di’ak liu kona-ba atividade sira Governu nian, hó transparénsia liután, hodi nune’e kontribui ba sidadania ida ne’ebé di’ak liu, iha nivel nasionál, no informasaun ida ne’ebé di’ak liu kona-ba país, ba mundu.

Portál Governu nian ne’e fó mós asesu ba informasaun kona-ba nia istória resente País nian, ninia polítika,lejizlasaun, atividade hirak ne’ebé dezenvolve ona no hirak ne’ebé tau ona iha ajenda, membru Governu sira agora no uluk nian, entre informasaun barak seluk ne’ebé hakarak esklarese di’ak liu opiniaun públika, ho dalan ne’ebé asesivel no transparente.

Portál Governu nian sei lansa ba públiku iha loron 30 fulan Marsu oin mai.

2. Dekretu-Lei kona-ba Rejime Jurídiku ba Estabelesimentu Ensinu Superiór

Konsellu Ministru halo aprovasaun ba dekretu-lei ne’ebé sei estabelese Rejime Jurídiku EstabelesimentuEnsinu Superiór nian, hodi regula ninia konstituisaun, atribuisaun sira, ninia órgaun sira nia funsionamentu no kompeténsia, nomós ezersísiu tutela nian husi Estadu.

Objetivu esensiál diploma ida ne’e nian mak, preparasaun sientífika no koñesimentu atu dezempeña funsaun vitál sira Estadu nian, hodi fó ba estadu Kuadru hirak ne’ebé abilitadu, iha kuadru ida ne’ebé desentralizadu no autónomu.

Importante atu refere mós katak ensinu superiór nia objetivu mak kualifikasaun nivel aas ba timor-oan sira, produsaun no difuzaun koñesimentu, iha kuadru ida ho referénsia internasionál.

1. Dekretu-Lei ne’ebé aprova Karreira Espesiál Profisionál sira Saude nian

Diploma ida ne’e kria baze sira ba enkuadramentu integradu no sustentavel profisionál sira saude nian iha rejime espesiál karreira nian no ho objetivu atu garante melloria substansiál iha disponibilidade,kompeténsia, resetividade no produtividade forsa servisu nian ne’ebé hetan, liu husi kompensasaun finanseira ne’ebé justa no segura.

Kompensasaun finanseira ida ne’e sei hetan ninia prinsípiu baze sira mak hanesan: integrasaun iha Servisu Nasionál Saude nian (ho hanoin atu hetan ekilíbriu entre nesesidade sira organizasaun nian no kuadru efetivu sira); valorizasaun ba Profisionál sira Saude nian (haree tuirkoñesimentu no empeñu, ne’ebé haree ba aplikasaun ida ne’ebé di’ak liu husi rekursu umanu ne’ebé disponivel no prosekusaun efetiva ba interese públiku kona-ba saude); estímulu ba dezenvolvimentuprofisionál; rasionalizasaun ba estrutura kargu no karreira nian.

Objetivu prinsipál setór ne’e nian mak mantein servisu hirak ne’ebé hala’o liu husi sistema atrativu ida kona-ba retensaun no motivasaun ba kuadru sira ho potensiál no kualifikasaun aas.

KOMUNIKADU IMPRENSA
Soru-mutu Konsellu Ministru
iha loron 17 fulan Marsu tinan 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Adérito de Jesus konfirmadu ona hanesan Komisáriu Komisaun Anti-Korrupsaun Timor Leste

Dili, 3 de Fevereiro de 2010
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Jurista, akadémiku no ativista direitus humanus Adérito de Jesus Soares, sai nu’udár primeiru Komisáriu eleitu ba Komisaun Anti-Korrupsaun Timór-Leste nian, tanba inisiativa Governu nian. Horseik Parlamentu Nasionál konsege hetan quorum hodi nune’e maioria absoluta vota ba kandidatura Adérito de Jesus.

Adérito de Jesus ne’ebé respeitadu tebes, nia fundadór no membru La'o Hamutuk nian, NGO importante ida iha Timór-Leste ne’ebé monitoriza no reporta kona-ba atividades Governu nian ho mós instituisoens internasionais hotu ne’ebé haknaar iha rai Timór-Leste.

De Jesus uluk halo parte órgaun konsultivu ba Projetu Monitorizasaun Sistema Justisa iha Timór-Leste no ONG Forum wainhira kria iha 2000. Hanesan jurista, nia servisu hamutuk ho Unidade Direitus Umanus UNMIT nian no UNDP, hodi hala’o formasaun kona-ba direitus umanus ba membrus Parlamentu Nasionál Timór-Leste iha 2004, no serve hanesan advogadu ba kazus polítika lubun ida, durante tempu okupasaun Indonézia, hanesan mós koordenadór advokasia ba direitus umanus iha Institutu Polítika, Peskiza no Advokasia iha Jakarta.

De Jesus rekonhesidu mós hanesan atór xave ida hotu ba elaborasaun Konstituisaun RDTL nian. Oras ne’e nia foti hela programa Mestradu iha Lei kona-ba Direitus Umanus Internasionais iha Canberra, Australia.

Desde independênsia, Adérito de Jesus hetan nomeasaun ba pozisoens xave lubun ida inklui ba Provedór (Ombudsman) no mós ba Komisáriu Komisaun Verdade i Amizade. Maibé nomeasaun hanesan Komisáriu ba Komisaun Anti-Korrupsaun mak kargu ida ke foin primeira vez nia hakarak simu.

Sekretáriu Estadu Ágio Pereira nota katak Adérito de Jesus ema ida ke iha prinsípiu, tanba ne’e mak nia sei atua independentemente no ba povu Timór-Leste nia interese ne’ebé di’ak liu, ne’ebé nia kongratula membrus Parlamentu sira hotu tanba bele duni foti desizaun ida ke importante tebes ho sensu dignidade ne’ebé kle’an, hodi nune’e bele salvaguarda interese nasionál. Pereira hatutan katak “Demonstrasaun lideransa husi Membrus Parlamentu Nasionál tomak ne’e, dala ida tan, hatudu maturidade no konsistênsia iha prosesus demokrátikus Timór nian hotu.”

‘Ida ne’e inisiativa kona-ba anti-korrupsaun, ne’ebé foin primeira vez implementa iha Timór- Leste no konsege duni hala’o, tanba lideransa di’ak Primeiru Minbistru Kay Rala Xanana Gusmão nian rasik, i ho nia fiar katak Timór-Leste sei hetan susesus wainhira hasoru dezafius ne’ebé boot liu ba independênsia nasionál, mak nia barani adopta polítikas hanesan kria Komisaun Anti-Korrupsaun.” FIN

For More Information Please Contact:
Ágio Pereira +670 723 0011
agiopereira@cdm.gov.tl: govtlmedia@gmail.com

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Governo entra em 2010 com fortes medidas de transparência e responsabilização

PORTUGUES

Secretário de Estado do Conselho de Ministros e Porta-voz Oficial do Governo de Timor-Leste Ágio Pereira 27 de Janeiro de 2010 Díli, Timor-Leste
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Governo entra em 2010
com fortes medidas de transparência e responsabilização

Com o estabelecimento da Comissão Anti-Corrupção independente, com uma maiorconformidade aos padrões da ITIE no sector petrolífero, com a adopção progressiva dasnovas tecnologias na área das Finanças Públicas, de standard mundial, e aprofissionalização da Função Pública através da Comissão da Função Pública, o Governode Xanana Gusmão entra em 2010 mantendo o seu forte empenho relativamente a um Governo transparente e responsável.

No seguimento de um processo de consulta em 2008 com vista a identificar o modelo maiseficaz para combater a corrupção e promover a transparência foram aprovadas Leis em 2009 para permitir o estabelecimento da primeira Comissão Anti-Corrupçãoindependente de Timor-Leste. A Comissão é um órgão independente que presta contas aoParlamento Nacional e que está mandatado para investigar actos de corrupção, conduzircampanhas educacionais e aconselhar todas as instituições e departamentos públicos sobre formas de evitar a corrupção.

O processo para encontrar um Comissário adequado já teve início, tendo sido proposto um candidato em Dezembro de 2009.

Noutra frente, Timor-Leste foi recentemente considerado como pioneiro ao nível da boa governação no sector petrolífero na região Ásia-Pacífico. Isto acontece como resultado dos esforços de Timor-Leste em cumprir o mecanismo internacional conhecido comoIniciativa de Transparência nas Indústrias Extractivas (ITIE), o qual definiu opadrão global de transparência para os sectores do petróleo, gás e extracção mineira.

Desde o lançamento do relatório de Timor-Leste relativo à ITIE o País tem sido elogiado pelo Banco Mundial e outras organizações independentes devido aos seus esforços emgarantir a transparência e a responsabilização na gestão do sector petrolífero, maisespecificamente no que diz respeito à reconciliação e publicação de receitasgovernamentais e de pagamentos das indústrias dos sectores do petróleo, gás e extracção mineira.

O Governo de Xanana Gusmão anunciou também planos para tornar a gestão das finançaspúblicas de Timor-Leste como uma das mais transparentes no mundo. Estão em cursoconversações referentes à implementação de sistemas para permitir o escrutínio público das finanças governamentais. O Porta-voz do Conselho de Ministros Ágio Pereira afirmou “A nova geração de tecnologia de gestão das finanças públicas permitirá ao públicoacompanhar o orçamento em tempo real, ver onde é gasto cada dólar e aumentar aindamais a sua confiança em todo o processo.”

O Secretário de Estado Ágio Pereira acrescentou “Continuaremos em 2010 a melhorar o que jáfizemos em termos de transparência e boa governação, quer a nível da actuação do Governoquer na Função Pública. Tal como até aqui, o Governo de Xanana Gusmão continuaráempenhado na sua missão de servir o Povo de Timor-Leste com dedicação, convicção e integridade.” FIM

Para mais informações é favor contactar: Ágio Pereira +670 723 0011agiopereira@cdm.gov.tlou govtlmedia@gmail.com
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TETUM

Sekretáriu-Estadu Konselhu Ministrus no Porta-Vóz ofisiál Governu Timór-Leste nian Ágio Pereira 27 Janeiru, 2010 Díli, Timór-Leste
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Governu tama ba tinan 2010
ho medidas ne’ebé maka’as kona-ba transparênsia i kontabilidade ka prestasaun kontas

Ho kriasaun Komisaun Anti-Korrupsaun independente ida, depois ho realizasaun EITInian iha setór petróleu, adopta ka simu tan tekonolojias Finansas Públikas nian ne’ebé hoklase mundiál, alein-de profisionalizmu Funsaun Públika ho Komisaun Funsaun Públikane’ebé kria ona, mak Governu Xanana Gusmão hakat tama ba tinan 2010, ho kaer metinnafatin ba nia kemetimentu boot kona-ba Governu ida ke transparente i responsável.

Depois-de hala’o prosesu konsulta iha 2008 atu identifika modelu ida ne’ebé di’ak liuhotu hodi kombate korrupsau no promove transparênsia, iha tinan uluk, halo ona leis kona-baestabelesimentu Komisaun Anti-Korrupsaun independente ida, iha Timór-Leste, ne’e foinprimeira vez. Komisaun ne’e hanesan órgaun independente ida ne’ebé hato’o relatóriu baParlamentu Nasionál ho mandatu atu hala’o investigasoens kona-ba atus korrupsaun, halokampanhas edukasaun no fó konselhu/rekomendasoens ba departamentus públikus noajênsias hotu-hotu, kona-ba oinsá bele prevene korrupsaun. Esforsu atu buka Komisáriu ida ne’ebé kompetente tebes, hala’o ona, hodi aprezenta kandidatu hahú kedas husi fulanDezembru 2009.

Husi parte seluk, foin dadaun ne’e iha relatóriu ida ne’ebé dehan katak Timór-Leste mak lidera rejiaun Ázia Pasífiku tomak kona-ba boa governasaun/jestaun iha setór petroleum haré ba esforsus ne’ebé la’o tuir duni mekanizmu internasionál konhesidu ho naran Extractive Industries Transparency Initiative (EITI), ne’ebé define ona padraun golbál kona-ba transparênsia iha petróleu/mina, gáz no extrasoens minerais seluseluk.

Desde lansamenturelatóriu EITI Timór-Leste nian; Timór-Leste hetan apresiasaun/elojius husi Banku Mundiál no organizasoens independentes sira seluk tanba halo esforsus hodi garante transparênsia no responsabilidade iha jestaun setór petróleu;liu-liu kona-ba rekonsiliasaun no publikasaun reseitas governu nian no pagamentusindustrias husi petróleu/mina, Gáz, no extrasoens minerais seluseluk.

Governu Xanana Gusmão fó sai ona nia planus atu halo jestaun finansas públikas Timór-Leset nian, sai hanesan mós jestaun ida ne’ebé transparente liuhotu iha mundu.Halonamanas diskusoens atu implementa sistemas ne’ebé bele fasilita eskrutíniu/verfikasaun husi públiku kona-ba finansas governu nian. Porta-Vóz Konselhu Ministrus, Ágio Pereiradehan nune’e “jerasaun tekonolojia jestaun finanasas tuir mai, sei halo be públiku belebuka tuir lala’ok prosesu orsamentu tomak, hodi haré iha ne’ebé lós mak gasta osan dólar,no bele hetan liután konfiansa iha prosesu,”

Sekretáriu Estadu Pereira dehan-tán katak “Iha nível hotu-hotu Governu nian, no ihaFunsaun Públika, iha tinan 2010, ami sei kontinua dezenvolve liután ami nia prestasaun/dezempenhu kona-ba transparênsia no boa governasaun. Governu Xanana

Gusmão sei kontinua tinan ida ne’e hala’o nafatin nia misaun hodi serve povu Tiór-Lestetomak ho kometimentu, determinasaun i integridade.” FIN
Atu hetan tán informasaun favór kontakta: Ágio Pereira +670 723 0011agiopereira@cdm.gov.tlou govtlmedia@gmail.com
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ENGLISH

The Secretary of State for the Council of Ministers and Official Spokesperson for the Government of Timor-Leste Ágio Pereira January 27, 2010 Díli, Timor-Leste
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Government moves into 2010
with strong measures for transparency and accountability

With the establishment of the independent Anti-Corruption Commission, furthercompliance with the EITI in the petroleum sector, progressive adoption of world classPublic Finance technologies and the professionalisation of the Civil Service through the Civil Service Commission, the Xanana Gusmão government moves into 2010 maintainingits strong commitment to transparent and accountable government.

Following a consultative process in 2008 to identify the most effective model to fightcorruption and promote transparency, laws were passed last year to allow the establishment of Timor-Leste’s first independent Anti-Corruption Commission. The Commission is an independent body that reports to the National Parliament with a mandate to conduct investigations into acts of corruption, carry out education campaignsand provide advice to all public departments and agencies on how to prevent corruption.The process to find a suitable Commissioner has begun with a candidate proposed inDecember 2009.

On another front Timor-Leste has recently been reported as leading the way in the AsiaPacific Region with good governance in the Petroleum sector through efforts to become compliant with the international mechanism known as the Extractive Industries Transparency Initiative (EITI), which has defined the global standard fortransparency in the oil, gas and mining sectors.

Since the launch of Timor-Leste’s EITI report; Timor-Leste been praised by the World Bank and other independent organizations for efforts in ensuring transparency and accountability in the management of the petroleum sector; specifically in the reconciliation and publication of government receipts and industry payments from the oil,gas, and mining sector.

The Xanana Gusmão Government also announced plans to make the public financial management of Timor-Leste one of the most transparent in the world. Discussions are in process to implement systems to enable public scrutiny of government finances. Spokesperson for the Council of Ministers, Ágio Pereira said “The next generation ofpublic financial management technology will allow the public to track the budget live, to see where every dollar is being spent, and to gain renewed confidence in the process.”

Secretary of State Pereira affirmed “At every level in the Government and throughout the Civil Service we continue in 2010 building on our achievements in transparency and good governance. The Xanana Gusmão government continues this year ever mindful of itsmission to serve the people of Timor-Leste with commitment, determination andintegrity.”ENDS

For More Information Please Contact: Ágio Pereira +670 723 0011agiopereira@cdm.gov.tlor govtlmedia@gmail.com

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Fretilin ignora a Comissão Anti-Corrupção

No dia 27 de Novembro Sua Excelência o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão enviou uma carta do Parlamento Nacional propondo o Dr. Adérito de Jesus como candidato para se tornar o primeiro Comissário da recém-estabelecida Comissão Anti-Corrupção.

O Dr. Adérito de Jesus é considerado um excelente candidato que pode trazer imparcialidade, dignidade e excelência profissional para o cargo.

Foi pedido ao Parlamento Nacional que avaliasse a candidatura e que votasse no dia 4 de Dezembro de 2009 a nomeação do primeiro Comissário Anti-Corrupção. Segundo a Lei que estabelece a Comissão Anti-Corrupção, o Comissário é nomeado pelo Parlamento Nacional através de recomendação do Governo.

A nomeação do Comissário deve ser feita por maioria absoluta dos Deputados, desde que estejam presentes pelo menos três quartos dos Deputados em exercício. Os Deputados da oposição não compareceram à votação, garantindo assim a inexistência de
quórum.

Isto veio causar mais atrasos no estabelecimento da Comissão Anti-Corrupção, uma iniciativa do Governo de Xanana Gusmão com o intuito de criar um órgão independente para lidar com questões de corrupção, nepotismo e favorecimento ilícito.

O Secretário de Estado Ágio Pereira respondeu afirmando que “A Comissão Anti-Corrupção terá plenos poderes segundo a Lei para investigar actos de corrupção, tendo o orçamento para 2010 afectado os fundos adequados para o estabelecimento da Comissão Anti-Corrupção. A Fretilin apoiou a criação da Comissão Anti-Corrupção, contudo parece agora relutante em participar na eleição de um comissário para iniciar o processo. O Governo de Xanana Gusmão está pronto e disposto a garantir o estabelecimento e a entrada em funcionamento deste órgão independente o mais rapidamente possível.”

“Considerando as alegações diárias de corrupção que a oposição tem movido contra o Governo desde Agosto de 2007, seria de esperar que a Fretilin fosse a primeira a chegar ao Parlamento Nacional para se envolver numa iniciativa tão importante para a Nação. Perante isto só podemos concluir que a Fretilin não está seriamente interessada em combater a corrupção, e que prefere antes agir ao nível dos meios de comunicação social.”

O Governo de Xanana Gusmão é o primeiro Governo a lidar com o problema da corrupção, ainda que a comunidade internacional tivesse recomendado medidas de combate à corrupção a todos os Governos anteriores.

FIM

Fretilin ignora a Comissão Anti-Corrupção
COMUNICADO DE IMPRENSA O Secretário de Estado do Conselho de Ministros e Porta-voz Oficial do Governo de Timor-Leste Ágio Pereira 7 de Dezembro de 2009 Díli, Timor-Leste

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